HISTÓRIA DA MÚSICA

Música Ocidental

Música na Antiguidade

Os Gregos: sua música e instrumentos

O Aulos
O Aulos

O instrumento estava ligado ao culto ao Deus Dionísio.

Fragmentos de notações musicais
Fragmentos de notações musicais

No fragmento acima podemos ver a notação (parcial) de uma “Melodia para aulos”. O fragmento encontra-se na Universidade de Michigan. Veja como os gregos escreviam suas músicas diferente da maneira que hoje escrevemos nossas músicas!

Platão
Platão

Para o filósofo, somente determinados tipos de música seriam aconselháveis no ensino dos cidadãos.

O Aulos
O Aulos

O instrumento estava ligado ao culto ao Deus Dionísio.

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A MÚSICA DAS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES

Costuma-se dizer que a música no ocidente, assim como as mais diversas manifestações artísticas, tem sua origem na Grécia e Roma antigas. Entretanto, em outras regiões onde cresceram outras civilizações da antiguidade, também se produzia música. Os arqueólogos são os estudiosos que nos auxiliam a tomar conhecimento da cultura desses povos antigos. Com essas informações, ficamos sabendo que tipo de instrumentos eles usavam e podemos imaginar que tipo de música faziam. 

 

 

A HERANÇA GREGA

O sentido da palavra “Música” para os Gregos: “MUSA”.

Musa: na mitologia grega clássica, cada uma das nove deusas irmãs que presidiam as artes e as ciências. Assim, a Música tinha um sentido mais amplo. Referia-se a toda atividade que buscasse a beleza (arte) e a verdade (ciência).

 

 

VESTÍGIOS DA MÚSICA GREGA ANTIGA

 

RECONSTRUINDO A MÚSICA GREGA

Há muitos anos, um Professor americano chamado William Johnson, vem se dedicando a estudar fragmentos (podemos ver um deles) de notações musicais gregas. Algumas notações dizem respeito ao canto, e outras são notações para instrumentos como o aulos e a cítara.

 

OS INSTRUMENTOS MUSICAIS GREGOS

Sabe-se, principalmente através de pinturas e esculturas e de textos que os antigos gregos nos legaram, que eles cantavam e tocavam instrumentos. Nas representações encontradas em cerâmica, há uma grande quantidade de remissões a dois instrumentos que parecem ter sido muito significativos na cultura grega: a lira (e a cítara) e o aulos. Nos últimos anos, os pesquisadores têm conseguido avançar no sentido de reconstruir esse legado musical. Os instrumentos musicais daquele tempo podiam ser tocados a solo ou acompanhando textos. 

 

O Aulos (relacionado ao culto ao deus Dionísio)

O aulos, um instrumento de palheta simples ou dupla (não era uma flauta), muitas vezes com dois tubos, tinha um timbre estridente, penetrante. Associava-se ao canto de um certo tipo de poema (o ditirambo) no culto de Dionísio, culto que se crê estar na origem do teatro grego. Consequentemente, nas grandes tragédias da época clássica - obras de Ésquilo, Sófocles, Eurípedes - os coros e outras partes musicais eram acompanhadas pelo som do aulos ou alternavam com ele (Grout & Palisca, edição Gradiva, 1994:17).

 

A Lira (e a Cítara)

A Lira e sua variante de maiores dimensões, a cítara, eram instrumentos de cinco e sete cordas (número que mais tarde chegou a elevar-se até onze). Ambas eram tocadas, quer a solo, quer acompanhando o canto ou a recitação de poemas épicos (GROUT & PALISCA, 1994: 17). A lira estava intimamente relacionada ao culto de Apolo. Um instrumento muito difundido, a lira grega foi bastante representada na cerâmica, na escultura e na pintura grega. 

 

A cítara era uma grande lira, instrumento de cordas que o instrumentista segurava na mão esquerda e tangia com a mão direita. A técnica para tocá-la possivelmente resumia-se na coordenação entre mão esquerda e direita. A mão direita tangia as cordas e a esquerda, além de segurar a base do instrumento, “abafava” o som das outras cordas que não estavam sendo tangidas, puxando-as. Essa técnica talvez estivesse associada ao cuidado com a ressonância dos harmônicos, fenômeno acústico que os gregos antigos já conheciam. As cítaras tinham geralmente 7 cordas, mas podiam ter até 12.

Além da lira e da cítara, a harpa também figurava entre os principais instrumentos de corda gregos.

 

 

A DOUTRINA DO ETOS 

Os gregos da antiguidade acreditavam que a música tinha o poder de afetar o ser humano. Tais qualidades e efeitos morais podiam ser trabalhadas através de determinados gêneros ou determinadas escalas. Os mais importantes filósofos gregos, Aristóteles e Platão, por exemplo, emitiram suas opiniões a respeito desse assunto. Para Aristóteles a música representava os estados da alma humana - brandura, ira, coragem, temperança. Segundo o filósofo, ao ouvir uma música que representasse determinada paixão, os seres humanos ficariam afetados por ela.

 

Platão tinha uma opinião a respeito de como deveria ser uma boa educação. Para ele deveria haver uma combinação perfeita entre o ensino musical e a prática de exercícios físicos, e somente determinados tipos de música seriam aconselháveis no ensino dos cidadãos. Numa posição mais rígida do que Aristóteles, Platão afirmava que “os instrumentos de muitas cordas e de afinação bizarra” e os “fabricantes e tocadores de aulos”, deveriam ser banidos do Estado. Platão e Aristóteles expressaram idéias da elite intelectual grega. Platão foi mais rígido, admitindo a música apenas como auxiliar na educação. Já Aristóteles mostrou-se menos rígido, admitindo que a música, além de servir na educação dos cidadãos, também poderia ser fonte de divertimento e prazer intelectual, desde que seus praticantes respeitassem determinadas regras.

 

 

O SISTEMA MUSICAL GREGO

A teoria musical grega era muito complexa e compreendia sete tópicos básicos: notas, intervalos, gêneros, sistemas de escalas, tons, modulação e composição melódica. Aristóxeno, um filósofo grego, escreveu “Elementos de Harmonia” há cerca de 300 anos AC. Através desse e de outros compêndios da época, podemos saber o que pensavam os teóricos (espécie de professores) da música daquela tempo. É importante observar que esse sistema musical foi teorizado por pensadores e que a música grega antiga não necessariamente se limitava a esse sistema. Pensadores como Aristóteles por exemplo revelaram, através de sua obra, o quanto determinadas práticas lhes causavam indignação, por ferirem as regras estabelecidas por aqueles teóricos da música.

 

A Os “Jogos Píticos” e os Virtuoses

Em seu famoso livro, “Poética”, Aristóteles expressou sua discordância e sua crítica aos rumos que a música grega vinha tomando. Seu testemunho nos permite saber que no século IV aC os gregos organizavam torneios de canto, de cítara e aulos. Nesses jogos, chamados de “Jogos Píticos”, os músicos gregos demonstravam que a prática musical nessa época tornava-se independente das regras ditadas pelos teóricos da música.

site

 

FONTES

Imagens

www.shot.holycross.edu
www.parlatoriomusical.blogspot.com
www.origemdacomedia.blogspot.com
www.mlahanas.de
www.pantagruelista.com

FONTES

Referências

www.hellenicaworld.com

www.oeaw.ac.at

www.realize.be

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