HISTÓRIA DA MÚSICA

Principais Compositores

Chiquinha Gonzaga, 

maestrina do Brasil

Revolucionária, criativa e determinada, Chiquinha Gonzaga é pioneira do feminismo no Brasil e no mundo. Mesmo diante de grandes dificuldades, numa sociedade marcadamente patriarcal, jamais fugiu do desafio de tornar-se uma compositora respeitada e viver de sua música.  Negando-se a exercer apenas o papel de esposa subserviente e de mãe, destinado às mulheres de seu tempo, Chiquinha ousou ser independente e livre. Teve papel importante na luta pelo fim da escravidão, pela república e pelos direitos autorais dos compositores de teatro. Mais que uma artista, foi uma cidadã consciente. Vamos conhecer sua trajetória artística e um pouco de sua obra?

 

 

A FAMÍLIA DE CHIQUINHA
Francisca Hedwiges Gonzaga, ou como ficou conhecida, Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro em pleno II Reinado, no dia 17 de outubro de 1847. Filha de um oficial do exército imperial, José Basileu Neves Gonzaga, com uma mestiça, Dona Rosa Maria de Lima. Apesar do veto familiar ao casamento de José Basileu com Rosa, já grávida, o então jovem oficial assumiu sua filha bastarda, casou-se e teve ainda mais 3 filhos com ela: Juca, José Carlos e Feliciano. Chiquinha teve educação requintada. Seu tutor foi o Cônego Trindade, com quem aprendeu literatura e outros idiomas. Com um tal maestro Lobo, aprendeu piano. Seu tio paterno era flautista.

 

 

DO FIM DO CASAMENTO À VIDA MUSICAL

Chiquinha casou-se aos 16 anos com Jacinto do Amaral, por imposição dos pais. Mesmo depois de já ter 3 filhos com ele, abandonou seu lar, mesmo contra a vontade da família, sendo obrigada a manter-se longe da filha, Maria. Por não suportar uma vida longe da música, imposta pelo marido, levou apenas o filho mais velho, João Gualberto. Passou dificuldades para sobreviver sozinha, sem ajuda, dando aulas de piano e compondo. Teve somente a ajuda de seus amigos chorões, como o flautista Callado, que reconheciam seu talento. Passou logo a tocar em bailes ao lado de chorões e uns anos depois editava sua polca “Atraente” que rendeu-lhe alguns mil réis (dinheiro da época). A música tornou-se grande sucesso, chegando a ter 15 edições! Aos 30 anos já era personagem famosa entre os músicos e o público comprador de polcas.

 

 

CHIQUINHA, O CARNAVAL E O TEATRO DE REVISTA
Chiquinha Gonzaga foi uma das mais importante compositoras do Teatro de Revista carioca. Trabalhou para peças famosas de Arthur Azevedo, compondo muitas polcas e maxixes. A compositora ainda é considerada pioneira por compor a primeira marcha-rancho, intitulada  “Ó Abre Alas”.

 

Ó Abre alas Que eu quero passar (bis)

Eu sou da lira Não posso negar (bis)

Ó Abre alas Que eu quero passar (bis)

Rosa de Ouro É que vai ganhar (bis) 

 

 

UMA VIDA DEDICADA À MÚSICA E À LUTA PELOS DIREITOS AUTORAIS 

Chiquinha foi abolicionista, republicana e lutou ativamente pelos direitos autorais, numa época em que a mulher não participava da política. Teve ainda dois companheiros, o primeiro o engenheiro João Batista de Carvalho, com quem teve outra filha, Maria Alice. O temperamento boêmio e sedutor do marido desfez-lhe o segundo casamento. Somente aos 52 anos encontrou novo amor, um jovem português de 16 anos, João Batista Lage. Para viver ao lado de Joãozinho, como era chamado, sem dar satisfação à sociedade retrógrada de então, adotou-o como filho.

 

 

A MAESTRINA DO BRASIL

Chiquinha foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, recebendo por isso o título de Maestrina pela imprensa da época. Fundou a SBAT, Sociedade Arrecadadora dos Autores Teatrais, para lutar pelos direitos autorais dos compositores de músicas para o teatro. Às vésperas do carnaval de 1935, morreu aos  87 anos.

 

 

site

Site sobre a vida e obra da compositora.

site

 

livro

Ary de Vasconcelos. Rio de Janeiro: Rio Fundo, 1991.

livro

Edinha Diniz. Chiquinha Gonzaga: uma história de vida (11a. ed.). Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2005.

FONTES

Imagens

www.ims.com.br

www.memoriasdaliravelha.blogspot.com

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PARA SABER MAIS

PARA VER E OUVIR

ATRAENTE

intérprete desconhecido

LUA BRANCA

por Joanna e Maria Tereza Madeira

LUA BRANCA

por Maria Bethânia

POT-POURRI

por Clara Sverner

O CORTA JACA

por Eudóxia de Barros

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PLANGENTE

por Maria Teresa Madeira

Ó ABRE ALAS

por Emilinha, Marlene e Angela Maria

FORROBODÓ

por Lenine e Maria Tereza Madeira

MAXIXE

por Beth Carvalho e Maria Tereza Madeira

GAÚCHO (Corta-Jaca)

por Marcus Viana e Maria Tereza Madeira

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