HISTÓRIA DA MÚSICA

História do rock brasileiro

Rock no Brasil

Os primórdios do rock nacional

 

Da década de 50 até nossos dias, o ritmo que nasceu da mistura da música negra (blues) com a música caipira (country music) americana vem despertando interesse da juventude brasileira e provocando o surgimento de movimentos, bandas, grandes eventos (como o festival Rock in Rio) e ídolos.

 

O Rock chegou ao Brasil em fins dos anos 1940

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bill Halley e seus Cometas

 

 

Apesar de muitos acreditarem que a primeira gravação de rock no país coube à cantora Nora Ney — que, começou sua carreira cantando em inglês no rádio com o nome de Nora May, o primeiro disco de rock foi gravado pelo veterano Gilberto Alves. A música chamava-se "Bonitão", de Marino Pinto e Mário Rossi — uma composição nacional e com letra registrada no longínquo ano de 1949. Durante o solo instrumental, pode-se notar a influência da banda Bill Halley e Seus Cometas, uma das primeiras a explorar o gênero nos Estados Unidos da América.

Nora Ney gravou em 1955 a música “Rock around the Clock”, de Bill Halley & His Comets, para a versão brasileira do filme "Sementes da Violência".  Em dezembro a mesma canção recebia versão em português, “Ronda das Horas” (por Heleninha Ferreira).

 

Anos 50's...

Em1957 foi gravado o primeiro rock original em português, “Rock and Roll em Copacabana”, escrito por Miguel Gustavo (futuro autor de “Pra Frente Brasil”) e gravada por Cauby Peixoto. Entre 57 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como “Até Logo, Jacaré” (”See You Later, alligator”), ”Meu Fingimento” (”My Great Pretender”) e “Bata Baby” (Long Tall Sally).

Anos 60's...

 

A “Jovem Guarda” entra em cena

O começo da década foi marcado pelo surgimento de grupos como The Jet Black’s, The Jordans e The Cleevers (futuros Os Incríveis), e do cantor Ronnie Cord, que lançaria dois “hinos”: a versão “Biquini de Bolinha Amarelinha” e a rebelde “Rua Augusta”.

 

Nasce um dos maiores ídolos da música brasileira moderna: Roberto Carlos

 

 

 

O trio mais famoso da Jovem Guarda: Wanderleia, Roberto e Erasmos Carlos

 

Reconhecido como o maior ídolo do Rock Nacional dos anos 60 e, posteriormente, um dos maiores da música brasileira: Roberto Carlos emplacou dois hits em 1963: “Splish Splash” e “Parei na Contramão”.

No ano seguinte, obteve mais sucessos como “É Proibido Fumar” (mais tarde regravada pelo Skank) e “O Calhambeque”. Aproveitando o sucesso, a Rede Record lançou o programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto (”Rei”), seu amigo Erasmo Carlos (”Tremendão”) e Wanderléa (”Ternurinha”). Já nas primeiras semanas, o programa atingiu 90% da audiência.

 

Anos 70's...

Tivemos rock de qualidade nos anos 70's. Foram anos de transição política. Bandas criadas naquele tempo abriram caminho para tudo o que vemos e ouvimos hoje em dia. Talvez a maioria das bandas "copiassem" descaradamente o som que vinha de fora, talvez as letras fossem um tanto "ingênuas", mas o fato é que, sem estes verdadeiros heróis talvez o rock não fosse o mesmo nos anos seguintes. O rock nacional daquela década era inspirado no rock progressivo, mas tínhamos bandas experimentais como "Os Mutantes", dos irmãos Batista e Rita Lee. Logo depois que saiu dos Mutantes, Rita criou com o guitarrista Carlini a lendária "Titti Frutti". Algumas bandas de rock mais progressivo se destacaram, como a "Vímana" (de Lulu Santos e Lobão), a "Barca do Sol", a "Bacamarte", "A Bolha". O "Made in Brazil" foi uma banda importante também, com um som mais pesado.

Raul Seixas 

 

Um capítulo à parte do rock nacional é a trajetória de Raul Seixas. Sua obra musical é composta por 17 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como "Let me Sing, Let me Sing". Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras (1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Raulzito e os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de Krig-ha, Bandolo! (1973), como "Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa", "Metamorfose Ambulante". Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de "contestador e místico", e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister Crowley.

Anos 80's...

Somos os Filhos da Revolução

 

A ditadura acabou. E agora, o que fazer daqui pra frente? Os anos 80 foram um período de incertezas. Os jovens não conheciam um regime político diferente da ditadura, era uma geração política e culturalmente fraca, que não sabia como lidar com a democracia.

O cenário rock do final dos anos 70, representado pelas bandas progressivas, estava em decadência. A nova onda vinha na forma de bandas pop, como o 14 Bis e Roupa Nova.

Rita Lee abandonava sua fase Mutantes/Tutti-Frutti e começava uma parceria amorosa/musical com Roberto de Carvalho, com o sucesso Lança Perfume. Os grandes meios de comunicação eram o rádio e a televisão. Os jovens ouviam Fluminense Fm, assistiam seus ídolos nos programas de auditório, como o Cassino do Chacrinha e o Clube do Bolinha, e iam ao Circo Voador: o palco por onde passaram quase todas as bandas cariocas de sucesso nos anos 80.

“Sabe essas noites/ Que você sai caminhando sozinho/ De madrugada, com a mão no bolso...”

 

 

Foi assim, em 1982, que o Brasil conheceu uma banda que é o marco inicial do movimento BRock: a Blitz. Com o álbum “As aventuras da Blitz” a banda carioca trouxe músicas divertidas e despretensiosas, ao mesmo tempo em tom irônico, que falavam do cotidiano dos jovens. Tanto as músicas como os shows possuíam uma linguagem teatral que foi levada por Evandro Mesquita, que também fazia parte do grupo de teatro “Asdrúbal trouxe o trombone”. Na onda besteirol do Blitz vieram Kid Vinil. Mas o movimento não se resumia ao Rio. Paralelamente São Paulo bebia nas fontes da New Wave e do Pós-Punk, através da Gang 90 e as Absurdettes, que estourou no festival da Tv Globo de 1881 com Perdidos na Selva, estabelecendo um padrão de originalidade que orientou boa parte do rock nacional.

Diferente da Bossa Nova, da Jovem Guarda e do Tropicalismo, que eram movimentos regionais que ganharam dimensões nacionais, novas bandas de rock brotavam de todos os cantos do Brasil. Do Rio de Janeiro vinha o Barão Vermelho, com o poeta Cazuza, que tinha uma pegada rock’n roll com influências dos Rolling Stones, Os Paralamas do Sucesso, que misturavam ska e rock e o rock melódico do Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens. De São Paulo vinha a new-wave tropicalista d’Os Titãs (ex-Titãs do iê-iê), um octeto de visual extravagante, as letras sombrias pós-punk do Ira!, o rock besteirol do Ultraje a Rigor e o glam/poser do RPM. Do sul vinha a poesia profética d’Os Engenheiros do Hawaii e os meninos punks d’Os Replicantes. Da Bahia, vinha o Camisa de Vênus, que se na irreverência de Raul Seixas. De Brasília, onde nunca houvera uma cena rock, vieram o Capital Inicial, a Plebe Rude e a Legião Urbana, com o ídolo Renato Russo que interpretava canções que se tornaram hinos da Geração Coca-Cola.

 

 

Por um mundo melhor

 

No verão de 85 aconteceria o evento que foi o divisor de águas da cena rock  brasileira: o Rock in Rio. Em um terreno de 300 mil metros quadrados na Barra da Tijuca e durante 10 dias, passaram os maiores nomes do pop rock nacional e internacional e da MPB, levando mais de um milhão de expectadores aos shows. Os nomes internacionais incluíam: Queen, Iron Maiden, Rod Stewart, AC/DC, Nina Hagen, Yes, Ozzy Osbourne e Scorpions; os nacionais: Blitz, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Barão Vermelho, Ivan Lins e Pepeu Gomes e Baby Consuelo.

Se por um lado o Rock in Rio mostrou aos artistas internacionais que o Brasil possuía capacidade para promover shows em grandes proporções, por outro as bandas brasileiras ganharam experiência em relação a profissionalismo e espetáculo para as turnês. Além de alavancar as carreiras das bandas nacionais que se apresentaram , o Rock in Rio abriu espaço para o sucesso nacional de inúmeras bandas, algumas de qualidade, outras descartáveis que não passaram de um sucesso nas paradas.

Tempos difíceis

 

O RPM fez um tremendo sucesso, tinha suas músicas sempre tocadas nas rádios, gerando um fenômeno possível de comparação com a beatlemania. Paulo Ricardo (vocalista e baixista): primeiro sex symbol masculino do BRock. O sucesso gerou uma superprodução: o show Radio Pirata, dirigido por Ney Matogrosso, que gerou um álbum (Rádio pirata ao vivo) recordista de vendas em todos os gêneros musicais: 2,2 milhões de cópias. Devido à pressão da mídia , disputas internas e excesso no consumo de drogas, a banda acabou sem muito barulho em 89.

De 1988 em diante, o Rock Brasil experimenta um refluxo, com uma dificuldade cada vez maior das bandas de recuperar os níveis de vendagem e execução. Discos clássicos continuam a ser lançados, porém: caso de Ideologia, em que Cazuza, já infectado pela Aids, começa a refletir sobre sua própria condição (Ideologia, Boas Novas) e sobre o país (Brasil).

É difícil achar o ponto exato que marcou o fim da primeira e o começo da segunda fase do Rock Brasil, mas sem dúvida as motivações de vários ídolos do momento mudavam. Um dos fatos marcantes desta mudança foi a ruidosa saída de Cazuza do Barão Vermelho. Com a descoberta da doença do poeta do rock, ficou muito claro que a melancolia e o pessimismo haviam vencido a euforia dos primeiros anos. E as bandas de sucesso da época mostraram isso. O Hojerizah, de Tony Platão emplacava a soturna Para os que Estão em Casa. Kiko Zambianchi cantava seus Primeiros Erros e Lobão dizia que O Rock Errou.

Renato Russo fechava seu Legião Urbana em um mundo nublado. Os Astronautas de Mármore do Nenhum de Nós eram a metáfora daquilo que “não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar”.

 

Rock in Rio - 1985

 

O besteirol ainda resistia nas vozes sardônicas do trio Inimigos do Rei, de onde sairia o músico pop - a eterna lei do retorno - Paulinho Moska. Os Heróis da Resistência, de Leoni, exilado do Kid Abelha, voltavam a uma temática impessoal, de amores doloridos e dublês de corpo sem rosto. Os missionários pagãos do Uns e Outros davam seu último respiro em busca da criatividade perdida. Enquanto isso, o Finis Africae e o repaginado Paralamas apontavam o rumo da nova década: a fusão de ritmos. Chico Science viria abençoar o caminho anos depois.

Em 1990, Cazuza morreu, em plena era Collor, em pleno momento de auge dos sertanejos, aos quais se seguiriam os pagodeiros, os grupos de axé e de forró, e por fim, desembocariam na moderna música brasileira, o que Lobão há alguns meses chamou de “papauêra”. Cazuza, que dividira em duas as fases do BRock, era o paradigma da geração dos jovens fracassados do pós-ditadura. A mistura bombástia de libertarismo e falta de ideologia preconizada pelo poeta mostrava a que vinha.

PARA SABER MAIS

Verbete no Wikipedia

Site para pegar letras e cifras de rock nacional

Please reload

PARA VER E OUVIR

Nome da Faixa - Nome do Artista
00:00 / 00:00

Os Mutantes

Banda pioneira do rock nacional em show no ano de 1969, na TV francesa.

Os Mutantes

Banda pioneira do rock nacional, cantando na TV em 1969.

Rock around the clock

Gravada em 1955 pela cantora Nora Ney, a música foi sucesso com Bill Halley e sua orquestra na América

Made in Brazil

Especial da TV Cultura sobre a história da banda pioneira do rock nacional

Vímana

Em 1975 foi realizado o Hollywood Rock, o primeiro festival de rock no Brasil. A banda Vímana se apresentou. Video raro. Os integrantes eram Ritchie (vocal e flauta), Lulu Santos (vocal e guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados), Lobão (bateria), e Fernando Gama (baixo). No final dos anos 1970, o Vímana chegou a ensaiar com o tecladista suíço Patrick Moraz (ex-Yes). A expulsão de Lulu Santos da banda por Moraz acabou por desfazer o grupo.

Será

Renato Russo e A Legião Urbana em clip dos anos 80's

Meu erro

Clip original de Meu Erro com Os Paralamas do Sucesso

Melo do Marinheiro - Paralamas nos anos 80's

Clip da banda Os Paralamas do Sucesso - Melo Do Marinheiro

Gita - Raul Seixas

Primeiro clip a cores da TV brasileira

Melo do Marinheiro - Paralamas nos anos 80's

Clip da banda Os Paralamas do Sucesso - Melo Do Marinheiro

Cazuza e Barão Vermelho no Rock in Rio I (1985)

Segundo Show do Barão Vermelho no Rock in rio 1 realizado no dia 20 de Janeiro de 1985

Please reload

Nome da Faixa - Nome do Artista
00:00 / 00:00
Nome da Faixa - Nome do Artista
00:00 / 00:00
Nome da Faixa - Nome do Artista
00:00 / 00:00
Nome da Faixa - Nome do Artista
00:00 / 00:00
Nome da Faixa - Nome do Artista
00:00 / 00:00